Uma operação da Delegacia de Polícia de Cabo Frio resultou, nas primeiras horas desta sexta-feira (15), na prisão de uma mulher e do filho dela suspeitos de integrar um esquema de estelionato envolvendo fraudes em aluguéis e vendas de imóveis na Região dos Lagos. A dupla foi localizada em uma residência na Reserva do Peró, após meses de investigação conduzida pelo setor de fraudes da unidade.
Segundo a Polícia Civil, os dois já tinham mandados de prisão expedidos pela Justiça após o avanço das investigações e o indiciamento pelos crimes de estelionato e organização criminosa.
De acordo com a polícia, mãe e filho mudavam constantemente de endereço entre Cabo Frio e Macaé para tentar dificultar a localização. O monitoramento ganhou força nesta semana após a mulher ser apontada como responsável por um novo golpe envolvendo a falsa intermediação da venda de um imóvel. A vítima teria depositado R$ 20 mil como sinal do negócio, mas descobriu posteriormente que o imóvel já havia sido vendido para terceiros.
Com apoio de informações do setor de capturas da Superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro e da Polícia Federal de Macaé, os investigadores conseguiram identificar o esconderijo da dupla. Policiais passaram dois dias realizando diligências discretas na região até confirmarem o local onde os suspeitos estavam escondidos.
Ainda segundo as investigações, a mulher possui dezenas de registros de ocorrência relacionados a golpes e diversas anotações criminais. Já o filho se apresentava como corretor de imóveis para dar aparência de legalidade às negociações fraudulentas.
A polícia afirma que os principais golpes aplicados pela dupla envolviam aluguéis de temporada e falsas negociações imobiliárias. O esquema consistia em intermediar supostos contratos entre proprietários e interessados, causando prejuízo financeiro para ambos os lados.
O caso serve de alerta na Região dos Lagos, principalmente em cidades turísticas como Cabo Frio, Arraial do Cabo e Búzios, onde cresce a procura por imóveis de temporada em feriados e alta temporada. Aproveitando a demanda de turistas de fora da região, criminosos costumam utilizar anúncios falsos, perfis clonados e até documentos aparentemente legítimos para convencer vítimas a realizarem depósitos antecipados.
Segundo a Polícia Civil, o prejuízo causado pela dupla ultrapassa R$ 200 mil em diferentes vítimas na região. Além das prisões, a Justiça também autorizou o bloqueio de contas bancárias e bens ligados aos investigados.
A operação contou com atuação conjunta entre a Polícia Civil e a Polícia Federal.

