Calor persistente e chuva irregular: confira como vai ser o verão na Região dos Lagos

CPTEC prevê estação quente, com chuvas abaixo da média e necessidade de monitoramento diário do tempo

Foto: Fernanda Carriço/ Fontecerta.com

O calor intenso, as tardes abafadas e as pancadas de chuva típicas do verão já começam a dar sinais na Região dos Lagos. E com o início oficial da estação marcado para este domingo (21), às 12h03, a expectativa de moradores e turistas se volta para o comportamento do clima nos próximos meses. 

Segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), o verão no Sudeste deve ser marcado por temperaturas acima da média e chuvas ligeiramente abaixo do esperado, exigindo atenção redobrada para episódios de calor extremo e temporais isolados. As configurações prometem afetar a Região dos Lagos e todo o estado do Rio de Janeiro até o fim da estação, que termina em 21 de março de 2026.

De acordo com a meteorologista Caroline Vidal Ferreira, durante os meses de verão, temperaturas elevadas devem ser recorrentes, especialmente em dias de céu aberto e alta radiação solar. No entanto, mesmo com probabilidades abaixo da média, as possibilidades de queda nas temperaturas e chuva não devem ser descartadas.

“Ao observar o trimestre como um todo, a maior probabilidade é de calor acima da média, embora haja intervalos de alívio térmico associados à chuva, nebulosidade ou passagem de frentes frias. Além disso, não se descarta a ocorrência de chuvas intensas, temporais, rajadas de vento e, pontualmente, queda de granizo. Esses eventos fazem parte da climatologia do verão, e mesmo que a previsão seja de ocorrência abaixo da média, eles podem acontecer”, explica.

A meteorologista ainda destaca que a Região dos Lagos está inserida em uma área de difícil previsibilidade para chuvas no verão, pois, devido à localização costeira, as ocorrências são influenciadas principalmente por fatores locais e sistemas atmosféricos de rápida formação. “A previsão é de ocorrência abaixo da média, mas esses fenômenos são melhor acompanhados na previsão do tempo do dia a dia, por isso o monitoramento constante é fundamental”, afirma.

La Niña é fraca neste verão, mas outros sistemas prometem influenciar o clima

Ainda segundo a meteorologista, o verão na Região dos Lagos poderá sofrer influência de sistemas como frentes frias e a Alta Pressão Subtropical do Atlântico Sul (ASAS), um anticiclone, onde a circulação dos ventos é anti-horária. No entanto, o clima não deve sofrer com fenômenos climáticos como o El Niño e o La Niña. 

“Atualmente, o CPTEC observa condições fracas de La Niña, associadas a águas mais frias no Oceano Pacífico Equatorial, mas o fenômeno não tem força suficiente para alterar de forma significativa o padrão climático regional durante o verão. Trata-se de um episódio fraco e de curta duração, com impacto limitado sobre as chuvas e temperaturas no Sudeste”, esclarece Caroline.

CPTEC alerta para cuidados com o calor

De acordo com a meteorologista, estamos diante de um verão que vai combinar calor persistente e potencial para eventos extremos. Por isso, o CPTEC reforça a importância do acompanhamento diário da previsão do tempo e dos alertas emitidos pela Defesa Civil. “A recomendação é redobrar a atenção durante temporais, evitar áreas de risco, como encostas e regiões sujeitas a alagamentos, e adotar cuidados básicos em períodos de calor intenso.”, destaca.

Entre as orientações estão manter hidratação constante, evitar exposição prolongada ao sol nos horários de maior radiação e reorganizar atividades físicas para o início da manhã ou fim da tarde. “O verão exige vigilância permanente. Informação de qualidade e prevenção continuam sendo as principais ferramentas para reduzir riscos e proteger vidas”, conclui a meteorologista.

FacebookWhatsAppTelegramXThreads