No último sábado (2), chegou ao fim a 42ª edição do Festival de Dança de Joinville, em Santa Catarina. Mas, para os jovens do Coletivo Artístico Humanos, o evento foi mais do que uma passagem pelos palcos, foi uma imersão em histórias, culturas e sonhos que seguem reverberando muito além da cidade catarinense.
Durante quase duas semanas, o grupo de Arraial do Cabo respirou dança em cada esquina. Entre ensaios, apresentações e rodas de conversa com artistas de todos os cantos do país, a experiência foi se moldando em algo maior do que uma competição. “Foi uma mistura de sonho realizado e missão coletiva. Estamos representando Arraial do Cabo, nossos bairros, nossas famílias. Cada coreografia carrega a história de muitos jovens que, através da dança, encontraram voz, identidade e futuro”, descreve Luan Canellas, diretor do coletivo.
Na bagagem, além das roupas de cena e sapatilhas, o grupo trouxe de volta o peso simbólico de ter levado a identidade cabista a um dos maiores festivais do mundo. A vivência incluiu visitas a escolas de formação, como o Instituto Belas Artes, e encontros com grupos do Acre, de São Paulo e de tantas outras realidades, que, mesmo distantes, compartilham o mesmo desejo de transformar vidas através da arte. “Joinville é um marco pra gente. O que estamos vivendo aqui, vamos levar de volta pra nossa cidade com ainda mais vontade de fazer arte, de transformar, de acreditar”, completa Luan.
O Coletivo Humanos tem origem nos bairros de Arraial do Cabo, onde a dança surgiu como uma ferramenta de expressão para jovens que buscavam mais do que apresentações, e sim que queriam voz, pertencimento e oportunidades. Em Joinville, essa trajetória encontrou eco em uma programação que mistura talentos consagrados e promessas de futuros brilhantes.


