A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou a manutenção da bandeira tarifária verde no mês de março. Com isso, não haverá cobrança adicional na tarifa de energia elétrica.
De acordo com a agência, o aumento no volume de chuvas em fevereiro garantiu a elevação do nível dos reservatórios, condições que favorecem a manutenção da bandeira verde pelo terceiro mês consecutivo. Apesar da boa notícia, ainda segundo nota da agência, pode ser necessário acionar usinas termelétricas para assegurar a eficiência do sistema.
“Ainda que a bandeira seja verde e as condições de geração sejam favoráveis na maior parte do tempo, importante lembrar que pode haver despacho complementar de usinas termelétricas para garantir a robustez do sistema elétrico em situações operativas específicas.”, afirmou a Aneel em comunicado.
Sistema de bandeiras tarifárias
Criado em 2015 e divididas em cores, as bandeiras tarifárias indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.
A cada mês, as condições de operação do sistema de geração de energia elétrica são reavaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que define a melhor estratégia de geração de energia para atendimento da demanda e traça uma previsão de custos a serem cobertos pelas bandeiras.
Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.
Atualmente os valores cobrados são os seguintes:
bandeira amarela – condições de geração menos favoráveis: acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos;
bandeira vermelha, patamar 1 – condições mais custosas de geração: acréscimo de R$ 4,46 por 100 kWh;
bandeira vermelha, patamar 2 – condições de geração ainda mais custosas: acréscimo de R$ 7,87 por 100 kWh.


