A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) passou a ter uma nova configuração política após o encerramento da janela partidária. Ao todo, 14 deputados estaduais trocaram de legenda, alterando o tamanho das bancadas e o equilíbrio de forças dentro da Casa.
A janela partidária é o período em que parlamentares podem mudar de partido sem perder o mandato por infidelidade partidária. Na prática, esse momento costuma ser usado para reposicionamentos estratégicos, seja para fortalecer siglas, reorganizar grupos políticos ou projetar cenários eleitorais futuros.
Reforço de bancadas e novo equilíbrio
Com as mudanças, o Partido Liberal (PL) ampliou sua vantagem e se manteve como a maior bancada da Alerj, passando de 18 para 23 deputados. O crescimento foi impulsionado pela chegada de nomes como Rodrigo Amorim e Marcelo Dino (ex-União), Dr. Pedro Ricardo (ex-PP), Fred Pacheco (ex-PMN), Chico Machado (ex-Solidariedade) e Jorge Felippe Neto (ex-Avante).
Outro destaque foi o avanço do Partido Social Democrático (PSD), que quase dobrou de tamanho, saltando de cinco para nove parlamentares. A legenda passou a contar com reforços como André Corrêa (ex-PP), Carla Machado (ex-PT), Célia Jordão (ex-PL) e Vinícius Cozzolino (ex-União), além do retorno da deputada Lucinha, que estava sem partido.
Outras movimentações também contribuíram para redesenhar o cenário:
Giovanni Ratinho deixou o Solidariedade e foi para o MDB
Rafael Picciani saiu do MDB e se filiou ao União Brasil
Munir Neto trocou o PSD pelo Solidariedade
Felipinho Ravis deixou o Solidariedade e foi para o PP
Um dos efeitos diretos foi o esvaziamento do PMN, que ficou sem representação na Alerj após a saída de seu único deputado.
Como ficaram as bancadas
Após a janela partidária, a divisão de deputados por partido ficou assim:
PL: 23 deputados
PSD: 9 deputados
União Brasil: 7 deputados
PT: 5 deputados
Psol: 5 deputados
PP: 4 deputados
Republicanos: 3 deputados
Solidariedade: 2 deputados
PDT: 2 deputados
MDB: 2 deputados
PSB: 2 deputados
PCdoB: 2 deputados
Avante: 1 deputado
Agir: 1 deputado
Podemos: 1 deputado
PRD: 1 deputado
O que muda na prática
A nova configuração fortalece partidos com maior número de parlamentares, que passam a ter mais peso nas votações, na formação de comissões e nas articulações políticas dentro da Casa.
Esse redesenho influencia diretamente a dinâmica do Legislativo fluminense, especialmente em um momento de instabilidade política no estado, em que decisões estratégicas da Alerj podem ter impacto direto na condução do governo.


