Grupamento da Patrulha Maria da Penha de Cabo Frio funciona 24h por dia para chamados emergenciais

Patrulha Maria da Penha possui 14 patrulheiros com capacitações para atuação na PMP. Foto: Prefeitura de Cabo Frio

A Patrulha Maria da Penha de Cabo Frio ganhou uma sede exclusiva para acolhimento das vítimas de violência doméstica. A base operacional vai funcionar de segunda a sexta, das 8h às 17h. Porém, o Grupamento da Patrulha Maria da Penha – PMP funciona 24h por dia para chamadas emergenciais, monitoramento de medida protetiva de urgência,  condução da vítima ao IML, à Unidade de Pronto Atendimento – UPA,  à Delegacia de Atendimento à Mulher, encaminhamento para local seguro e demais ações necessárias. 

O local foi inaugurado nesta terça-feira (2º) e vai funcionar na Praça Gentil Gomes de Faria, no bairro Passagem.

De acordo com a prefeitura do município, qualquer mulher que resida em Cabo Frio e seja vítima de violência doméstica ou possua medida protetiva contra um agressor, ordem emitida pelo Poder Judiciário, pode ser assistida pela PMP. 

“O grupamento atua somente no município de Cabo Frio, mas se ela for de outra cidade é possível acionar a equipe do município da vítima”, disse a assessoria de imprensa da Prefeitura. 

A Patrulha Maria da Penha possui 14 patrulheiros com capacitações para atuação na PMP. Entre os temas ensinados, a assessoria afirma que os agentes aprendem sobre a importância do acolhimento e do atendimento humanizado. A assessoria esclarece ainda que para trabalhar no setor, o profissional não pode estar respondendo a processos administrativos ou criminais. 

Como funciona o atendimento da Patrulha Maria da Penha? 

Existe o atendimento de pronta resposta no grupamento, que de acordo com a assessoria da Prefeitura depende de alguns fatores como a localização, endereço preciso com ponto de referência para que a patrulha não fique perdida procurando o local e perca tempo para atender a vítima. 

Quando o grupamento está atendendo a outra ocorrência, é solicitado o apoio da Polícia Militar para manter a pronta resposta. O chamado emergencial é realizado somente pelo número 153.

Caso a mulher esteja sofrendo com a violência psicológica, ela é encaminhada para a rede de apoio do município, que inclui os serviços de saúde mental e o Centro Especializado de Atendimento à Mulher – Ceam, além de outros órgãos de proteção, segundo a assessoria do município. 

O Instituto Maria da Penha aponta que estão previstos cinco tipos de violência doméstica e familiar contra a mulher na Lei Maria da Penha: física, psicológica, moral, sexual e patrimonial. 

Como denunciar a violência doméstica?

As vítimas podem acionar a PMP pelo número 153, que é o telefone da Guarda Civil Municipal – GCM, que também funciona 24h por dia. Elas podem se direcionar até a sede da GCM, que fica na Rua Governador Valadares, em São Cristóvão, e também podem ir até a base da PMP, localizada agora na Praça da Passagem.

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