Influenciadora de Cabo Frio é alvo de operação da Polícia Civil contra jogos de azar

Luiza Ferreira teria recebido R$ 112 mil para divulgar apostas online

Luiza Ferreira teria recebido R$ 112 mil para divulgar apostas online

A influenciadora digital de Cabo Frio Luiza Ferreira, nome artístico de Ana Luiza Ferreira do Desterro Guerreiro, está entre os alvos da Operação Desfortuna, deflagrada nesta quinta-feira (7) pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. A investigação apura um esquema de promoção ilegal de jogos de azar online, com indícios de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Com mais de 97,8 mil seguidores no Instagram, Luiza costuma exibir nas redes uma rotina marcada por viagens, presentes de grife e ostentação. Segundo a Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD), ela teria recebido R$ 112 mil para promover plataformas de apostas proibidas no Brasil, como o popular “Jogo do Tigrinho”.

O portal Fontecerta.com entrou em contato com a assessoria da influenciadora, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

Além de Luiza, outros 14 influenciadores são investigados por usar suas redes sociais para divulgar jogos ilegais com promessas enganosas de lucros fáceis. A Polícia Civil afirma que essas postagens tinham como objetivo atrair seguidores para plataformas não autorizadas, caracterizando prática ilegal.

A operação ocorre simultaneamente no Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontaram movimentações bancárias suspeitas que somam mais de R$ 4 bilhões entre os investigados. Também foram detectados sinais de enriquecimento incompatível com a renda declarada, como a aquisição de imóveis de alto valor, veículos de luxo e viagens internacionais frequentes.

Segundo a Polícia, há ainda a suspeita de que o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas entre divulgadores, operadores financeiros e empresas de fachada, o que configura uma organização criminosa. A investigação também identificou ligações entre alguns dos envolvidos e pessoas com antecedentes no crime organizado.

As diligências seguem em andamento.

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