A BR-101 voltará a ser leiloada nesta terça-feira (11), na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo, em um processo que deve definir o novo controlador do trecho norte da rodovia, que atualmente administrado pela Arteris Fluminense. A sessão está marcada para as 14h.
O leilão encerra um ciclo de impasses entre a atual administradora e o Ministério dos Transportes, que ameaçou entregar a concessão em 2023 alegando altos custos operacionais e prejuízos financeiros. O impasse vinha travando obras essenciais entre Niterói e a divisa com o Espírito Santo. Em 2024, o Programa de Otimização de Contratos de Concessão Rodoviária, tentou renegociar contratos desequilibrados e garantir segurança jurídica aos investimentos. No caso da BR-101, a repactuação se tornou determinante para evitar a relicitação e assegurar a continuidade dos serviços.
Com 322 quilômetros de extensão, o trecho leiloado conecta a divisa do Rio de Janeiro com o Espírito Santo à Ponte Presidente Costa e Silva, em Niterói, atravessando 13 municípios estratégicos para a economia nacional. Estima-se que cerca de 80 mil veículos circulem pela rodovia diariamente, sendo 20% de carga, o que reforça a importância da via para o escoamento da produção, mobilidade regional e geração de oportunidades econômicas.
Com o novo leilão, a nova empresa vencedora poderá explorar o trecho norte da rodovia por 22 anos e investir cerca de R$ 10,18 bilhões. O montante incluiu duplicações, vias marginais, faixas adicionais, novos acessos, passarelas e paradas de ônibus. A expectativa é de que parte das intervenções seja executada em curto prazo.
O novo modelo de governança regulatória também prevê revisão tarifária, novos cálculos de fluxo de veículos e mecanismos de compensação, com o objetivo de equilibrar custos e garantir a sustentabilidade financeira da concessão.
A Arteris Fluminense confirmou participação na disputa e, em nota, afirmou que a nova fase contratual pode “garantir investimentos em obras, mais segurança viária, geração de empregos e desenvolvimento regional nas cidades cortadas pela rodovia”.


