Manifestação da Educação de Cabo Frio gera tensão entre prefeito e sindicato

Após duas horas de protesto, Dr. Serginho foi à porta da Prefeitura, ouviu servidores, mas não teve fala autorizada

Após duas horas de protesto, Dr. Serginho foi à porta da Prefeitura, ouviu servidores, mas não teve fala autorizada

Cerca de duas horas após o início da manifestação convocada pelo Sepe Lagos na porta da Prefeitura de Cabo Frio, o prefeito da cidade, Dr. Serginho, se dirigiu aos manifestantes. Ele ouviu o que alguns servidores tinham a dizer, mas, ao tentar se pronunciar ao microfone, teve a fala negada pela diretora do Sepe, Denize Alvarenga. Ela argumentou que aquele não era o momento para a fala do governo e que eventuais diálogos deveriam ser conduzidos com os membros da diretoria e da comissão de negociação do sindicato.

Toda a repercussão foi registrada por meio de vídeos publicados tanto na rede social de Serginho quanto do Sepe. A recusa à fala do prefeito gerou um princípio de tumulto, com gritos e manifestações exaltadas. Diante do impasse, Dr. Serginho deixou o local sem continuar sua fala com os manifestantes.

Pouco depois, Denize Alvarenga gravou um outro vídeo – já dentro da prefeitura – em que relatou a tentativa de diálogo. “Estamos há mais de duas horas tentando ser atendidos. O prefeito disse que quer conversar, mas sobe todo mundo, menos a gente. A gente quer negociar, mas com respeito”, pontuou.

Ainda durante a manhã, o prefeito também se manifestou por meio das redes sociais. Na publicação ele afirmou ter presenciado ‘um ato antidemocrático e lamentável’. “Fui até lá com respeito, ouvi cada palavra, mas quando tentei falar, fui impedido. A presidente do sindicato demonstrou que não quer diálogo, quer monólogo”, escreveu.

A pauta de reivindicações do Sepe inclui o pagamento imediato do piso nacional do magistério, reajuste para todos os servidores da Educação, dentre outros.

De acordo com a categoria, a greve continua por tempo indeterminado.

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