A estátua conhecida como Sereia Lorelei, que por décadas ocupou a Praça do Cova, voltou a ser exposta no Museu Oceanográfico do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM), em Arraial do Cabo. O retorno atende a um antigo pedido da comunidade, que cobrava a visibilidade do monumento após sua retirada do espaço público.
O historiador e escritor Leandro Miranda, o Léo do Blimp, lembra que a escultura fez parte do cotidiano de muitas gerações. “Durante muito tempo, a estátua ficou em frente ao Museu da Marinha. Era comum famílias e turistas pararem para tirar fotos, brincar. Ela acabou incorporada à cultura cabista. Muita gente, quando ia à praça [Praça do Cova], tinha o hábito de visitá-la”, conta.
Segundo Léo, a retirada ocorreu após episódios de vandalismo, com turistas danificando a peça. A decisão da Marinha do Brasil na época, foi transferi-la para dentro da área do Museu, onde ficou resguardada por anos.

O diretor do Instituto, CMG Sandro Baptista Monteiro, explicou que a sereia é patrimônio da Marinha e não da cidade, como muitos acreditam. “A estátua foi um presente do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro para o almirante Paulo Moreira. Ela não foi retirada de Arraial, mas sim transferida para preservação. Quando assumir a direção, ouvi muito a reclamação de que a Marinha havia “roubado a sereia”. Por isso, decidimos devolvê-la ao museu, que está aberto à população”, afirmou.
Sandro descartou, no entanto, a possibilidade de reinstalar a obra na Praça do Cova. “A peça é de cobre. Existe risco de vandalismo e até de roubo. Por isso, não há como devolvê-la ao local original”, completou.


