Uanderson da Cruz Gonçalves da Silva, mais conhecido como “Da Maloca”, está entre os seis foragidos procurados na segunda fase da Operação Torniquete, deflagrada nesta terça-feira (24) pelo GAECO do Ministério Público do Rio de Janeiro. A ação tenta desarticular uma quadrilha especializada no roubo de cargas, com foco principal em cigarros.
Apesar das diligências realizadas em Búzios, Uanderson não foi localizado. Na investigação, um dos comparsas tenta negociar uma casa no balneário no valor de mil reais por semana. Todos os integrantes foram denunciados pelo GAECO/MPRJ pelos crimes de associação criminosa armada.
Segundo as investigações, Uanderson da Cruz Gonçalves da Silva era um dos principais articuladores da quadrilha. Ele tinha acesso privilegiado a informações sobre as rotas da empresa Souza Cruz, obtidas através de contatos com funcionários da empresa, o que facilitava a logística dos crimes. Além de planejar e coordenar os roubos, “Da Maloca” era responsável por arregimentar os demais membros do grupo, direcionando suas atividades e organizando a divisão dos lucros obtidos com os crimes.
A denúncia apontou ainda que Uanderson participava diretamente dos roubos, oferecendo suporte aos demais integrantes da quadrilha durante as abordagens. O denunciado já possui histórico de condenações por crimes semelhantes e, inclusive, responde a uma ação penal por um roubo de carga realizado em janeiro de 2020, envolvendo empresas como Magazine Luiza e Megamamute.
A operação desta terça-feira (24) mobilizou a Polícia Civil, Coordenadoria de Segurança e Inteligência e do 15º Batalhão de Polícia Militar. Ao todo, dez pessoas foram presas, entre elas um ex-policial militar.
As investigações apontam que a quadrilha roubou, ao menos, 240 mil maços de cigarro da Souza Cruz entre 2019 e 2020. Um prejuízo de R$ 3 milhões. Além dos cigarros, o grupo também esteve envolvido em roubos de alimentos, eletrodomésticos, compras online e veículos. Em mensagens trocadas entre os criminosos, analisadas pela Polícia Civil, é possível observar o planejamento detalhado dos roubos, incluindo diálogos sobre o destino das cargas, com parte dos produtos sendo entregue a traficantes em comunidades do Rio de Janeiro.


