Após uma nova ressaca, o paredão de algas voltou a se fazer presente na Praia do Forte, em Cabo Frio. As imagens desta quarta-feira (31) mostram a intensidade dessa “maré marrom”. Apesar de serem incômodas por conta do cheiro e por grudarem em cabelo, por exemplo, essas algas não ocasionam qualquer dano à saúde. As informações são do biólogo Eduardo Pimenta, que afirmou ao Portal Fontecerta.com que as plantas podem deixar a praia antes do Carnaval, caso não haja nova ressaca.
“[Esse aparecimento] é um fenômeno que acontece sempre pós-ressaca. Nós tivemos uma ressaca bem intensa nesses últimos dias, por conta da frente fria que passou e as instabilidades meteorológicas. Toda vez que tem uma ressaca ou um evento oceanográfico desse tipo, o mar fica muito bravo e, por conta disso, essas algas, que são marrons, desprendem do substrato oceanográfico, do fundo do mar, e o mar acaba lançando elas na praia”, explicou o professor.
Desta vez, de fato, o fenômeno está bem intenso. Sendo assim, o biólogo explicou que a tendência é que esse material se deposite em um cantinho da Praia do Forte e no outro lado da praia, lá no Pontal, em Arraial do Cabo.
“O mar vai depositando elas lentamente, gradativamente, nesses dois extremos da praia. Com o tempo, elas acabam sendo decompostas e volta tudo ao normal. Então, é um fenômeno natural associado à ressaca, que não tem cunho de poluição ambiental, nada disso”, pontuou Pimenta.
Danos e cuidados com as algas na Praia do Forte
De acordo com Eduardo Pimenta, além do cheiro forte e essas algas prenderem em cabelos e trajes de banho, as únicas consequências mesmo são para os ambulantes. “Onde essas algas se acumulam mais, o turista acaba evitando”.
Apesar disso, não é recomendado que se faça uma retirada dessas espécies com tratores, por exemplo. “O impacto é muito maior. Se não houver outra ressaca, entre sete e dez dias some tudo. Ou seja, se não tiver uma ressaca na sequência, no Carnaval, a praia vai estar limpinha de novo”, finalizou o biólogo.


