As atividades físicas se tornaram sinônimo de qualidade de vida nos últimos tempos. Em Cabo Frio, através de aulas gratuitas de funcional e futevôlei para todas as idades, o Projeto ‘Gerações em Movimento’ tem buscado garantir o acesso da população a essas atividades. Com três meses de atuação, as aulas acontecem de 9h a 12h, nas terças, quartas e quintas-feiras, nos bairros Guarani (funcional) e São Cristóvão (futêvolei) – onde são oferecidas 100 vagas por polo e as inscrições estão sempre abertas para a chegada de novos alunos.
Estabelecido pela Secretaria de Estado Intergeracional da Juventude e Envelhecimento Saudável (SEIJES), em parceria com o Grupo Inatos, as aulas de futevôlei acontecem na Praça de São Cristóvão, e as de funcional são realizadas na Igreja da Comunidade Amai-vos, localizada na Rua Duarte da Costa, nº 374, no Guarani. Reginaldo Mendonça, 40, é professor de futevôlei na Praça de São Cristóvão e explica como as aulas têm acontecido para os 38 alunos do polo:
“A gente está aqui na Praça de São Cristóvão toda terça, quarta e quinta-feira, trabalhando com alunos de todas as idades entre 9h e 12h. Quem quiser participar é só chegar. A gente entende que o corpo humano foi feito para se movimentar. Então, aqui, através do Projeto Gerações em Movimento, nós estamos trabalhando para garantir isso.” afirmou o professor, que ainda contou que a inscrição não é nada complicada.

“A gente faz a inscrição e já inicia as aulas aqui na praça mesmo. E é fácil, basta trazer os documentos básicos: identidade, CPF e comprovante de residência. E quem quiser se inscrever antes de começar também consegue. É só usar o formulário de inscrição disponibilizado pelo Grupo Inatos”, contou.
Impulsionando o esporte
Envolvido com o esporte há muitos anos, Reginaldo conta que além de objetivar a qualidade de vida da população, o projeto é uma oportunidade para que novos atletas sejam impulsionados.
“Cabo Frio é uma cidade com potencial enorme para atletas e esse projeto também está tentando garantir um espaço para que esses novos nomes se desenvolvam. A gente abraça o projeto, mas espera também que toda a população faça isso, para que cada vez mais pessoas tenham acesso a essas atividades. A gente confia que daqui podem sair profissionais incríveis, que vão levar o nome da nossa cidade para outros lugares. E sabe que, mesmo que o esporte não seja transformado em atividade profissional, todos os participantes vão guardar os aprendizados, as lembranças, as amizades. Coisas que são de extrema importância e o esporte proporciona.” explicou.
Kaylane Telles, 20, conheceu o projeto Gerações em Movimento há dois meses através do Instagram e viu nas aulas de futevôlei uma ótima oportunidade de voltar a praticar esporte.
“Eu jogava em 2020, mas acabei pegando Chikungunya e não conseguia mais praticar por conta das dores. Voltei esse ano por conta do projeto e fico ansiosa para poder vir todos os dias. Os professores são incríveis, eles têm bastante paciência para lidar com quem não sabe e quem sabe. Ensinam tudo direitinho, do zero mesmo, e isso faz muita diferença.” contou a aluna, antes de afirmar que dois meses foram suficientes para notar uma grande diferença no seu rendimento no futevôlei.

A aluna, que hoje divide a quadra da Praça de São Cristóvão com colegas de todas as idades, concorda com a fala de Reginaldo e afirma que, para ela, além de voltar a praticar o futevôlei, as aulas proporcionaram um espaço para a criação de amizades diversificadas.
No entanto, nem sempre foi assim. Apesar de ter como objetivo “a integração intergeracional”, como informou a assessoria do Grupo Inatos ao portal Fontecerta.com para a matéria “Projeto Gerações em Movimento pretende promover integração de gerações através do esporte em Cabo Frio”, inicialmente os participantes deveriam estar na faixa etária de 15 a 29 anos e acima de 60 anos para poder enviar sua inscrição. Foi só a partir da análise feita pelos professores e responsáveis pelo projeto na Região dos Lagos que as aulas passaram a ser abertas para todos.

“A gente viu que com exigência de faixa etária não ia dar. As pessoas entre 15 e 29 anos costumam estar na escola e no trabalho no horário das nossas aulas e, como o objetivo é levar o esporte para todas as gerações, o melhor era abrir para todo mundo. A gente conversou com o estado para fazer essa mudança e eles ouviram e fizeram. Hoje todo mundo pode participar, pode fazer a inscrição. E isso ajudou muito na procura pelas vagas.” contou Reginaldo.
A importância da chegada de novos alunos
Além da melhora nas inscrições, com a mudança, a chegada de Murilo, 7, foi proporcionada. O aluno mais novo do polo de São Cristóvão ficou sabendo das aulas de futevôlei através de um amigo e pediu para a mãe o inscrever no projeto assim que soube da possibilidade.


“É importantíssimo manter as crianças sempre em movimento, interagindo com outras crianças. Hoje o Murilo está na terceira aula e eu já consigo ver uma melhora no desempenho dele. E o comprometimento também, no pedir para se inscrever e no querer vir. É um projeto muito bom, sério e dedicado. E o esporte tem total envolvimento com a questão da saúde infantil, do desenvolvimento e acho que vai ser muito importante para a formação dele”, contou a Lohanna, mãe de Murilo.
Apesar do pouco tempo de trabalho, a expectativa dos professores, alunos e pais que acompanham os filhos ao projeto, é unânime: a chegada de novos alunos, para que as aulas sejam cada vez mais divertidas e dinâmicas, e que o governo entenda a importância de celebrar novos projetos esportivos na Região dos Lagos.
“A gente espera poder levar o projeto para outros lugares como o Jardim, o Tangará, o Manoel Corrêa, e contar com novos esportes. Espalhar o projeto pela cidade. É isso que a gente espera.” contou Reginaldo.


