Com o fim dos prazos para a janela partidária e a desincompatibilização de candidatos às eleições de 2026 no último fim de semana, o calendário eleitoral começa a avançar para as próximas etapas. A partir de agora, partidos, pré-candidatos e eleitores passam a se preparar para marcos importantes do processo eleitoral, que vão desde o fechamento do cadastro eleitoral até o início oficial da campanha.
Pelo cronograma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), eleitoras e eleitores têm até 6 de maio para solicitar o primeiro título, transferir o local de votação ou atualizar dados cadastrais. Após essa data, o cadastro eleitoral será fechado e os últimos encaminhamentos antes das candidaturas serem oficializadas serão realizados.
Em 15 de maio, pré-candidatos poderão iniciar a arrecadação de recursos por meio de financiamento coletivo, seguindo as regras da Justiça Eleitoral e sem pedido explícito de votos. Já em 16 de junho, o TSE deve divulgar o valor do Fundo Eleitoral, que será destinado ao financiamento das campanhas.
O calendário também prevê, a partir de 4 de julho, o início das restrições a agentes públicos, com medidas como a proibição de nomeações, exonerações e participação em inaugurações de obras públicas. As regras que buscam evitar o uso da máquina administrativa em benefício eleitoral.
Com os encaminhamentos realizados, entre 20 de julho e 5 de agosto, partidos e federações partidárias poderão realizar as famosas convenções para oficializar candidaturas e coligações.
O prazo final para registro dos candidatos na Justiça Eleitoral será 15 de agosto. Assim, a campanha eleitoral começa oficialmente em 16 de agosto, com propaganda nas ruas e na internet. Já o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão está previsto para iniciar em 28 de agosto.
O primeiro turno das eleições ocorrerá em 4 de outubro, quando os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Caso necessário, o segundo turno será realizado em 25 de outubro.

