Comitiva italiana visita pescadores artesanais da Região dos Lagos e mira exportação de pescado

Cônsul e vice da Itália conhecem produção na Laguna de Araruama e discutem envio de tainha, sardinha e bonito ao mercado europeu

Cônsul e vice da Itália conhecem produção na Laguna de Araruama e discutem envio de tainha, sardinha e bonito ao mercado europeu

O cônsul da Itália Massimiliano Iacchini e o vice-cônsul Marco Graziosi estão em Arraial do Cabo nesta sexta-feira (24) para uma agenda voltada à pesca artesanal e à produção de pescado na região. A visita integra uma comitiva que também contou com a presença de suas esposas, Sara e Antonella.

A programação foi articulada pela Associação de Pescadores Artesanais e Sentinelas da Laguna de Araruama e teve como foco aproximar o consulado das comunidades tradicionais, com vistas à abertura de canais para exportação de produtos ao mercado europeu.

Durante a passagem, os representantes conheceram áreas de pesca na Praia Grande e no Morro do Vigia, em Arraial do Cabo, além de visitarem maricultores locais. O grupo também percorreu trechos da Reserva Extrativista Marinha em um passeio embarcado, onde teve contato direto com a dinâmica produtiva da região.

Segundo Francisco da Rocha, o Chico Pescador, a visita é um primeiro passo para uma possível cooperação internacional. “O objetivo é promover uma reunião oficial entre o consulado e as populações tradicionais e tentar colocar o nosso pescado lá na Itália”, afirmou.

Para exportar, o Brasil precisa atender às exigências da União Europeia, que impõem critérios rigorosos de controle e fiscalização. A estratégia, segundo Chico, é buscar alternativas e diálogo com empresas que já operam nesse mercado. Entre os produtos com potencial de exportação, estão espécies comuns tanto no Brasil quanto na Europa, como tainha, sardinha e o bonito — este último comercializado a preços significativamente mais altos no exterior.

A agenda da comitiva segue até este sábado (25), quando os visitantes devem conhecer iniciativas de turismo de base comunitária na Lagoa de Araruama, incluindo experiências ligadas à cadeia produtiva do pescado.

A expectativa é que o intercâmbio fortaleça a visibilidade da pesca artesanal da região e abra novas possibilidades de comercialização internacional para as comunidades envolvidas.

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