Direto da Fonte | Supremo forma maioria para manter prisão do Deputado Thiago Rangel

Decisão impede que Alerj derrube prisão do deputado investigado por suposto esquema de corrupção na Educação do Rio

Decisão impede que Alerj derrube prisão do deputado investigado por suposto esquema de corrupção na Educação do Rio

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta quinta-feira (7) para manter a prisão do deputado estadual Thiago Rangel (AVANTE), investigado por suspeita de participação em um esquema de corrupção ligado à Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro. Os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin acompanharam o voto do relator Alexandre de Moraes durante sessão virtual extraordinária da Primeira Turma da Corte.

Com o placar de 3 votos a 0, o STF também confirmou a decisão de Moraes que impede a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) de derrubar a prisão do parlamentar. Segundo o ministro, prerrogativas parlamentares não podem ser usadas como mecanismo de proteção para investigados em organizações criminosas.

Thiago Rangel foi preso na última terça-feira (5), durante a quarta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura supostas fraudes em contratos públicos da Seeduc, incluindo compra de materiais, prestação de serviços e obras de reforma, além de crimes como organização criminosa, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.

A operação é conduzida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), com apoio do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Nesta fase, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e 23 mandados de busca e apreensão em cidades como Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana.

Além da manutenção da prisão, o STF determinou o afastamento de Thiago Rangel do mandato parlamentar. Outros investigados ligados ao esquema também foram presos preventivamente, entre eles assessores e servidores vinculados à estrutura da educação estadual.

Na decisão, Alexandre de Moraes fez críticas ao uso da imunidade parlamentar para barrar prisões de deputados estaduais. Segundo o ministro, assembleias legislativas estaduais vêm utilizando dispositivos constitucionais de forma indevida para proteger parlamentares investigados criminalmente.

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