O futuro político do Rio de Janeiro segue em aberto e agora depende diretamente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Isso porque o ministro Flávio Dino indicou que só deve liberar para julgamento a ação que discute o modelo de eleição para o governo do Rio de Janeiro após a conclusão definitiva do caso sobre a cassação do mandato do ex-governador Cláudio Castro.
A posição do ministro coloca o desfecho no TSE como a peça-chave para a definição do formato da eleição do mandato-tampão no Rio de Janeiro. Para a decisão, a Justiça Eleitoral vai avaliar embargos apresentados tanto pela defesa de Castro quanto pelo Ministério Público Eleitoral, que indica que a renúncia de Castro às vésperas do julgamento não impediria a cassação do diploma, apenas tornaria prejudicada a perda do mandato.
Suspenso desde abril, enquanto a decisão do TSE sobre o caso não é proferida, o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) permanece sem definição. O placar parcial indica 4 votos a 1 favoráveis à eleição indireta, mas, nos bastidores, a leitura é de um cenário ainda indefinido, com a Corte dividida.
De um lado, ministros como Flávio Dino, Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli defendem a realização de eleição direta. O entendimento é de que o ex-governador Cláudio Castro teria articulado uma renúncia estratégica antes da condenação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com o objetivo de viabilizar uma escolha indireta pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Na outra frente, Cármen Lúcia, André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux e Edson Fachin defendem o modelo indireto, no qual a definição do novo governador seria feita pelo Legislativo fluminense.

