A histórica Cabana do Pescador, localizada entre as praias do Peró e das Conchas, em Cabo Frio, está mais próxima de ser preservada e requalificada como um espaço voltado à cultura, ao turismo e ao meio ambiente. Em audiência pública realizada nesta quarta-feira (06), a Justiça Federal concedeu um prazo de 30 dias para que o município apresente projetos de uso sustentável do imóvel, com aprovação do Instituto Estadual do Ambiente (INEA). A decisão foi amplamente celebrada pela comunidade e por autoridades locais, que buscam evitar a demolição do patrimônio.
A juíza federal Mônica Lúcia Botelho destacou a importância do diálogo entre todas as partes envolvidas, incluindo representantes da comunidade e herdeiros da família do último morador da cabana. “O objetivo é encontrar uma solução equilibrada, que preserve o meio ambiente e respeite o aspecto cultural do local”, explicou a magistrada.
O prefeito de Cabo Frio, Dr. Serginho, reafirmou seu compromisso com a preservação da cabana, lembrando que, quando deputado estadual, propôs o tombamento do imóvel. Ele revelou que dois projetos de uso sustentável estão praticamente prontos para submissão ao INEA, ao Ministério Público Federal (MPF) e à Justiça Federal. “Nosso objetivo é garantir que a cabana continue sendo um marco histórico, cultural e turístico para Cabo Frio”, afirmou.
O procurador do MPF, Leandro Mitidieri, enfatizou que a cabana não pode ser transformada em um empreendimento comercial, como restaurante ou pousada, e defendeu um projeto que valorize a pesca tradicional da região.
O secretário de Meio Ambiente de Cabo Frio, Jailton Dias Nogueira, considerou a audiência um marco histórico, destacando que a cabana poderá ser requalificada para um uso multidisciplinar, fortalecendo a identidade cultural da região.


