Casos de síndrome respiratória grave disparam no RJ

Estado enfrenta alta expressiva de hospitalizações por influenza A e vírus sincicial respiratório, com impacto maior em crianças pequenas, idosos e adultos

O Rio de Janeiro está entre os estados brasileiros com nível de alerta elevado para os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo o mais recente Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (13). O documento aponta uma escalada atípica no número de internações provocadas por vírus respiratórios, como a influenza A e o vírus sincicial respiratório (VSR), afetando principalmente crianças pequenas e idosos.

De acordo com os dados, o número de casos de SRAG no país quase dobrou entre as semanas epidemiológicas 19 e 22 de 2025, em comparação com o mesmo período do ano passado — um aumento de 91%. Além do estado, a capital fluminense também figura entre as 17 capitais com tendência de crescimento da doença em todas as faixas etárias analisadas: crianças, jovens, adultos e idosos.

A cidade do Rio tem registrado aumento expressivo de casos de SRAG em crianças de 2 a 4 anos, bem como entre adultos e idosos. A presença do vírus influenza A, que responde por 40% das detecções nas últimas semanas, e do VSR, responsável por 45,5% dos casos, preocupa as autoridades sanitárias. Já entre os óbitos por SRAG com teste positivo, o predomínio do vírus da gripe é ainda mais significativo: 75,4% dos casos têm relação com a influenza A.

Apesar de alguns estados começarem a apresentar sinais de estabilidade ou queda, como São Paulo e Espírito Santo, o cenário ainda é de alta incidência em boa parte do Sudeste. No Rio, o boletim não indica sinal de recuo. Ao todo, 21 das 27 unidades federativas brasileiras estão com tendência de crescimento no longo prazo, o que torna o momento propício para a adoção de medidas de prevenção.

Entre as orientações, além da vacinação, estão a etiqueta respiratória (cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, higienizar as mãos) e o uso de máscaras em locais fechados ou de grande circulação, como postos de saúde, transportes públicos e centros comerciais.

No acumulado de 2025, o Brasil já soma mais de 93 mil casos notificados de SRAG, sendo 50,5% com resultado positivo para algum vírus respiratório. O cenário atual, segundo a Fiocruz, exige vigilância contínua e resposta coordenada, especialmente em estados com alta circulação viral, como o Rio de Janeiro.

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