A partir desta segunda-feira (31), os preços dos medicamentos sofrerão reajuste em todo o Brasil. O aumento, autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), pode chegar a 5,10%, dependendo da categoria do remédio. Na Região dos Lagos, os consumidores devem ficar atentos às mudanças nos preços praticados pelas farmácias locais. Entenda como funciona o reajuste e o que você pode fazer para economizar.
Nível 1: reajuste de até 5,10% para medicamentos em mercados mais competitivos; ou seja, com maior número de fabricantes e ampla concorrência. Exemplos: analgésicos comuns paracetamol e a dipirona sódica, além de anti-hipertensivos como a losartana. Esses medicamentos geralmente possuem diversas opções de genéricos e similares disponíveis no mercado.
Nível 2: reajuste de até 3,87% para medicamentos em mercados moderadamente concentrados; ou seja, produtos com concorrência moderada, onde há menos fabricantes em comparação ao Nível 1. Exemplos: cloridrato de metformina, utilizado no tratamento do diabetes tipo 2.
Nível 3: reajuste de até 2,64% para medicamentos em mercados altamente concentrados; ou seja, são aqueles com pouca concorrência, geralmente devido a patentes ou complexidade de produção. Exemplos trastuzumabe, utilizado no tratamento de câncer de mama, e a toxina botulínica A, empregada em diversas condições neurológicas e estéticas. Esses produtos frequentemente possuem poucos ou nenhum concorrente direto no mercado
Esses percentuais foram calculados com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado nos últimos 12 meses, que foi de 5,10%, descontando-se o fator de produtividade do setor farmacêutico, estabelecido em 2,459%. Esses índices representam o teto permitido para o reajuste, não implicando necessariamente em aumento imediato ou automático dos preços. As farmácias e drogarias têm um prazo de até 15 dias para aplicar os novos valores.
Para os consumidores das cidades da Região dos Lagos — como Cabo Frio, São Pedro da Aldeia, Búzios, Iguaba Grande, Araruama e Arraial do Cabo —, é recomendável verificar os preços atualizados nas farmácias locais e, se possível, antecipar a compra de medicamentos de uso contínuo antes que os reajustes sejam aplicados.

