Réu por morte de turista argentina encara júri em Búzios

Carlos José de França responde por homicídio qualificado; julgamento teve início às 10h da manhã

Carlos José de França responde por homicídio qualificado; julgamento teve início às 10h da manhã (Foto: Divulgação)

Está em andamento no Fórum de Búzios, o júri popular de Carlos José de França, acusado de matar brutalmente a turista argentina Florencia Aranguren em dezembro de 2023. O caso, que gerou grande comoção nacional e internacional, entra agora em sua fase decisiva, com expectativa de que a sentença seja conhecida ainda nesta semana.

Carlos está preso preventivamente desde o fim de 2023, após ser apontado como autor do crime que chocou moradores e visitantes da Região dos Lagos. Ele responde por homicídio qualificado, podendo ser condenado a até 30 anos de prisão. O julgamento é conduzido pela 2ª Vara Criminal de Búzios e acontece sob forte esquema de segurança.

Justiça negou pedidos da defesa
Antes do início do julgamento, a defesa de Carlos tentou, sem sucesso, impedir que o réu fosse a júri. Os advogados alegaram falhas na cadeia de custódia das provas e pediram a absolvição sumária do acusado, além de sua soltura, mas todos os pedidos foram rejeitados pela Justiça. Em decisão unânime, o tribunal negou o habeas corpus e manteve a prisão do réu.

O Ministério Público sustenta que o crime foi cometido com premeditação e extrema crueldade. Segundo os promotores, laudos periciais e testemunhos colhidos durante as investigações apontam com clareza para a autoria do crime por parte de Carlos José de França.

Relembre o caso
Florencia Aranguren, de nacionalidade argentina, foi assassinada enquanto caminhava com seu cachorro pela trilha que leva à Praia de José Gonçalves, em Búzios. Ela foi morta a facadas e pauladas, em um ataque considerado brutal pelas autoridades. Seu corpo foi encontrado por agentes da Guarda Municipal após uma denúncia anônima.

Carlos José de França foi preso dias depois do crime. Natural da Zona da Mata de Pernambuco, ele tem antecedentes criminais, incluindo uma condenação a 15 anos de prisão por estupro e roubo em seu estado de origem.

A tragédia teve grande repercussão na Argentina. O jornal El Clarín chegou a classificar o episódio como um “horror no Brasil”, e a comoção se espalhou pelas redes sociais, com manifestações de familiares da vítima e grupos feministas pedindo justiça.

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