Um novo caso de sequestro está sendo investigado em Arraial do Cabo. Nesta segunda-feira (28), a Polícia Militar prendeu dois acusados do crime, que aconteceu no bairro Sabiá. Em três meses, este é o segundo caso de sequestro que acontece no município cabista.
De acordo com as informações, três indivíduos invadiram uma residência, onde renderam e mantiveram vítimas em cárcere privado. Durante o episódio, os sequestradores ameaçaram as vítimas e realizaram um PIX no valor de R$5 mil, além de subtrair diversos bens como celulares, eletrônicos e uma motocicleta – que foram parcialmente recuperados com a ajuda do GPS de um dos celulares roubados em uma área de mata próxima à ponte elevatória em Monte Alto, durante a ação desta segunda-feira (28).
As prisões foram realizadas após a identificação do beneficiário do PIX. Os policiais utilizaram o aplicativo da PMERJ para identificar o suspeito e seu endereço, onde encontraram o homem que recebeu o valor transferido e o filho dele, que teria sido responsável pelas movimentações na conta. Os dois foram conduzidos para a 132ª Delegacia de Polícia (132ª DP), que investiga o caso para identificar e prender os demais envolvidos no crime. As vítimas estão sendo acompanhadas por equipes especializadas.
O portal Fontecerta.com entrou em contato com a Polícia Militar do estado do Rio de Janeiro para saber se a corporação pretende reforçar as ações de segurança na cidade cabista, já que este é o segundo caso de sequestro e cárcere privado registrado na cidade em apenas três meses.
Relembre o primeiro caso
No fim de julho, um caso parecido foi registrado na 132ª DP. Na ocasião, os integrantes de uma quadrilha se passaram por hóspedes de uma pousada e renderam o proprietário e uma funcionária. Os criminosos usaram violência e ameaças com arma de fogo para manter as vítimas amarradas e exigiram um resgate de R$ 200 mil. Devido ao alto valor, a tentativa de transferência bancária não foi autorizada e os criminosos fugiram. O bairro em que a pousada está localizada não foi divulgado na época.
O caso foi investigado pela Delegacia Antissequestro (DAS) da Polícia Civil e em 10 de setembro, pouco mais de um mês após a ocorrência, a “Operação Arraial” foi deflagrada contra quatro suspeitos. Em 23 de setembro, os agentes conseguiram prender o último suspeito ligado ao crime, identificado como Rinaldo Ribeiro Viana, em Xerém, na Baixada Fluminense.


