Dados dos beneficiários da Moeda Itajuru são apagados; repasses podem estar comprometidos

Secretaria de Assistência Social de Cabo Frio enfrenta crise no programa de transferência de renda, com possíveis atrasos e nova reavaliação do cadastramento

Secretaria de Assistência Social de Cabo Frio enfrenta crise no programa de transferência de renda, com possíveis atrasos e nova reavaliação do cadastramento (Foto: Divulgação)

A Secretaria de Assistência Social de Cabo Frio revelou nesta sexta-feira (3), que os dados das famílias cadastradas no programa da Moeda Social Itajuru, foram apagados dos servidores municipais. A exclusão levanta preocupação, já que muitas famílias cabofrienses dependem desse auxílio para complementar sua renda mensal. Segundo a legislação do programa, os repasses ficam disponíveis no cartão sempre no dia 5 de cada mês.

Segundo a atual administração, os nomes dos beneficiários foram inexplicavelmente removidos dos arquivos, o que impossibilita a realização dos pagamentos programados. Em resposta, a Prefeitura de Cabo Frio iniciou uma auditoria interna para esclarecer as circunstâncias do desaparecimento dos dados. A empresa responsável pela gestão dos recursos também foi acionada e deverá fornecer explicações detalhadas sobre o incidente. O caso foi ainda notificado ao Ministério Público, e boletins de ocorrência foram registrados.

Como alternativa imediata, a prefeitura deve realizar um novo cadastramento dos beneficiários, o que pode resultar em mais atrasos nos repasses financeiros. Essa situação agrava ainda mais a insegurança entre os beneficiários, que já enfrentam recorrentes atrasos nos pagamentos da Moeda Social. Em novembro de 2024, um protesto organizado por beneficiários exigiu o pagamento pontual e o reajuste do valor do benefício, que permanece em R$ 220 desde 2022. A prefeita Magdala Furtado foi criticada pela falta de diálogo com os manifestantes, tendo enviado a Guarda Municipal apenas quando o protesto já se aproximava do fim.

A crise do programa se arrasta desde setembro de 2024, quando a troca da empresa responsável pela administração da Moeda Social foi exigida pelo Tribunal de Contas. A medida visava garantir a continuidade dos pagamentos, mas agora novos desafios surgem, aprofundando o desconforto da população com a instabilidade no programa.

FacebookWhatsAppTelegramXThreads