Moeda Social: de 4.500 cadastros, 1.500 eram irregulares no governo Magdala

Auditoria apontou pagamentos a pessoas mortas, CPFs irregulares e beneficiários de fora da cidade

Auditoria apontou pagamentos a pessoas mortas, CPFs irregulares e beneficiários de fora da cidade

O Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) foram acionados pela Prefeitura de Cabo Frio para apurar um amplo esquema de irregularidades no programa Moeda Social Itajurú, implantado para atender famílias em situação de vulnerabilidade. As fraudes foram detectadas pela atual gestão, comandada pelo prefeito Dr. Serginho, e se referem ao período da administração anterior, da ex-prefeita Magdala Furtado.

Logo nos primeiros dias de governo, Dr. Serginho determinou a realização de uma auditoria completa nos cadastros do programa, diante de suspeitas de desvios e uso indevido de recursos públicos. Os resultados confirmaram os indícios e revelaram um cenário alarmante.

Segundo a auditoria da Secretaria de Assistência Social, dos 4.500 beneficiários cadastrados, 1.500 apresentavam erros nos CPFs, o que inviabilizou a checagem das informações e aumentou as suspeitas de fraude. Entre os 3.000 cadastros restantes, centenas de inconsistências foram identificadas: beneficiários sem inscrição no CadÚnico, documentação irregular e até mesmo moradores de outros municípios — como Belford Roxo, Japeri, Nova Iguaçu, Guapimirim, São Pedro da Aldeia e Armação dos Búzios.

Outro dado crítico foi a constatação de pagamentos a pessoas já falecidas. Em diversos casos, nomes e CPFs estavam trocados — como observado nos documentos das folhas 1191 a 1209 — dificultando a responsabilização dos envolvidos. O relatório também aponta que muitos dos beneficiários nunca tiveram registro formal em Cabo Frio, mas ainda assim receberam os valores da moeda social.

Durante a apuração, foi verificado que a gestão anterior rescindiu unilateralmente o contrato com a empresa E-DINHEIRO, que operava o sistema, substituindo-a por meio de contratação emergencial pela empresa GREENCARD. De acordo com a atual administração, todos os dados do programa foram apagados pela gestão de Magdala, comprometendo a continuidade do serviço e impedindo o rastreamento dos cadastros.

“Desviaram dinheiro de quem mais precisava. É inaceitável. Encontramos indícios de favorecimento político, dados apagados e pagamentos irregulares. Vamos virar essa página com responsabilidade e respeito ao dinheiro público”, declarou o prefeito Dr. Serginho.

Todos os documentos da auditoria foram encaminhados ao Ministério Público e ao TCE. A Prefeitura de Cabo Frio prepara agora um novo modelo de assistência social, com critérios mais rigorosos e ferramentas de controle, para garantir que o benefício chegue a quem realmente precisa.

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