Em greve nesta terça-feira (27), os profissionais da educação de Cabo Frio iniciaram, às 9h, uma manifestação em frente à sede da Prefeitura. Organizada pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe) – Núcleo Lagos, a iniciativa tem como objetivo a reivindicação pelo pagamento do piso nacional do magistério, o reajuste salarial dos servidores e o fim de supostas intimidações contra os trabalhadores.
“A luta só começou, e a pressão vai continuar até sermos ouvidos!”, destacou o Sepe Lagos em nota de convocação.
Na noite desta segunda-feira (26), a paralisação, as cobranças e acusações dos trabalhadores deram o que falar nas redes sociais e motivaram um posicionamento do prefeito Dr. Serginho (PL), que afirmou que os salários estão em dia e as reivindicações estão sendo analisadas pelo governo.
“A gente pegou a cidade de Cabo Filho quebrada. Pagamos rigorosamente em dia todos os salários, inclusive o atrasado. Os professores têm várias reivindicações e a gente sabe da importância de valorização do profissional da educação. Mas a gente tem que ter uma responsabilidade fiscal. Eu já falei com toda a nossa equipe financeira sobre a necessidade de avaliação sobre o piso salarial, sobre a questão do reajuste. A gente quer fazer isso da melhor forma possível, sem prejudicar os demais serviços de natureza essencial. Neste momento, com pouco mais de quatro meses de governo, é completamente desnecessária essa paralisação”, afirmou o prefeito.
Durante o pronunciamento, Serginho ainda destacou os avanços conquistados pela gestão em 2025. “A gente está trabalhando para que Cabo Frio volte a respirar ares melhores. Ampliamos em mais de 500 o número de auxiliares de classe em relação ao ano anterior. Isso é cuidado com as nossas crianças, com a inclusão e com o futuro. Mas a gente precisa de tempo para resolver todas as coisas”, disse o prefeito, antes de dizer que a Secretaria de Educação está de portas abertas para os trabalhadores.
Apesar de se colocar a disposição dos servidores, Serginho afirmou que o governo acionou o jurídico para verificar possíveis responsabilidades em caso de faltas. Em resposta, o Sepe Lagos afirmou que a “greve é legal, legítima e necessária”.

