Servidores da Educação protestam e fazem paralisação em Cabo Frio

Os profissionais da educação de Cabo Frio protestaram e iniciaram uma paralisação das atividades na manhã desta quinta-feira (22). O Sindicato dos Profissionais da Educação da cidade (Sepe Lagos) exige pontos como a valorização salarial. Nesse sentido, a categoria requer, por exemplo, o cumprimento do Piso Salarial do Magistério para todos os docentes e o respeito aos níveis da carreira.

Além disso, o grupo pede pelo descongelamento do Piso Municipal de Referência Salarial (PMRS). De acordo com o Sepe, ele está sem reajuste desde sua criação, há mais de 10 anos. Com isso, o sindicato afirma que muitos funcionários escolares recebem menos que o mínimo legal.

“A greve manifesta, ainda, a solidariedade aos trabalhadores concursados que aguardam há mais de dois anos pela nomeação e posse enquanto a Prefeitura faz uma verdadeira farra com contratações temporárias, cargos comissionados e super salários para aliados políticos”, informou o sindicato.

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O pós-manifestação dos profissionais da Educação de Cabo Frio

Ao Portal Fontecerta.com, a categoria informou que o governo de Magdala Furtado (PL) ainda não sinalizou nenhuma nova abertura para negociação.
“O movimento solicitou que uma comissão fosse atendida, mas a Prefeitura recusou”, informou a assessoria do Sepe.

Sobre o movimento grevista, o sindicato afirmou não ter acesso às informações oficiais da Prefeitura sobre a folha de ponto das unidades em tempo real. As informações só chegam na secretaria de Educação no fim do mês. “É difícil ter um levantamento preciso como ‘x escolas pararam 100%’ ou ‘y pararam parcial'”, ponderou o Sepe.

De acordo com a entidade, a categoria realizará uma nova assembleia no dia 29 de fevereiro. O objetivo é definir “o que fazer diante da insistência do governo em não apresentar propostas para atendimento das demandas do sindicato”.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Cabo Frio para se posicionar. Em nota, o município informou que, desde os primeiros dias de governo, a gestão atual “procura manter um diálogo transparente e aberto com todos as entidades sindicais”.

“Reforçando os ideais de gestão participativa e essencialmente democrática, a Prefeitura ressalta ainda que todas as reivindicações apresentadas pelo Sepe Lagos serão analisadas, visando sempre melhorias para a comunidade escolar e todos os profissionais da Educação, e atendidas conforme a disponibilidade de recursos”, finalizou o município.

Outros pedidos do movimento

A assessoria do Sepe Lagos informou também que o movimento luta pelo pagamento dos enquadramentos por formação e dos resíduos trabalhistas, dos trabalhadores da ativa e dos aposentados, contra o descumprimento dos Planos de Carreiras dos servidores.

Segundo os manifestantes, o retorno às aulas na rede municipal de Cabo Frio acontece em meio a um completo caos. “Muitas escolas estão caindo aos pedaços, sem condições adequadas de infraestrutura, com obras inacabadas e problemas nas instalações elétricas, hidráulicas e de saneamento”, informaram.

Ainda de acordo com o sindicato, as salas de aula da “esmagadora maioria das unidades de ensino” não tem climatização. Logo depois da manifestação em frente à sede da Prefeitura, os grevistas se dirigiram à Câmara Municipal para acompanhar a sessão desta quinta. Em pauta, uma matéria que os vereadores aprovaram revogou a doação do prédio do PasMed, que o ex-prefeito José Bonifácio (1945 – 2023) fez ao Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro.

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