Direto da Fonte | Câmara de Cabo Frio reage a casos de violência contra a mulher e cobra rigor nas punições

Vereadores manifestaram indignação durante sessão ordinária desta quinta-feira (6)

A onda de violência contra mulheres em Cabo Frio marcou o tom da sessão da Câmara Municipal nesta quinta-feira (6). Em meio à comoção pelo assassinato brutal de uma servidora pública e à tentativa de feminicídio contra a empresária Rose Rosa, os vereadores discutiram a importância de criar políticas públicas de proteção às mulheres e cobraram punições mais severas para este tipo de crime.

O presidente da Câmara, Vaguinho (PL), abriu a discussão comentando os recentes casos de violência que chocaram a cidade. “Esta semana, uma servidora municipal foi esquartejada dentro de casa. Isso nos deixou muito tristes. E agora, uma pessoa que é conhecida em Cabo Frio, uma mulher trabalhadora, foi vítima de um homem que já havia agredido antes.”, iniciou o parlamentar, antes de continuar. “Ontem eu fiquei ligando para promotor, conversando com policial, para prender esse canalha, que faz isso e não é de hoje. Esse cara é conhecido aqui em Cabo Frio. Nada justifica o que ele teve coragem de fazer. Peço à Justiça que trate esse caso com o maior rigor possível”, pediu, destacando que a Casa Legislativa está à disposição de mulheres em situação de violência.

O vereador Alfredo Gonçalves (REP) reforçou o discurso, lamentando a “normalização” da violência contra a mulher. “Parece que hoje é normal bater, matar, esquartejar. Eu não sei o que está acontecendo com a sociedade. Eu gostaria de ver deputados lutando para endurecer as leis penais. As nossas leis hoje são muito brandas e protegem esses assassinos. Isso me revolta”, declarou.

O vereador André Jacaré (PSD) afirmou que os casos são inaceitáveis e, para ele, o suspeito da tentativa de feminicídio contra Rose, que se entregou a polícia na manhã desta quinta-feira (6), agiu de forma premeditada para evitar punições. “Ele esperou o tempo do flagrante acabar para se entregar. Está se fazendo de louco para não ficar preso. Espero que a polícia não caia nessa e que ele seja punido com todo o rigor”, afirmou.

Ainda durante a sessão, o vereador Luiz Geraldo (Republicanos) fez um alerta às mulheres sobre a importância de denunciar os primeiros sinais de violência. “Essas coisas não acontecem do nada. Isso avança gradativamente. Começa com grito, com xingamento, com empurrão. E se não denuncia, vira assassinato. O feminicídio é crime hediondo e precisa ser tratado dessa forma, com o máximo de tempo de prisão possível”, ressaltou o vereador antes de elogiar o presidente da Câmara por colocar a casa legislativa à disposição das vítimas.  

Encerrando a discussão, o vereador Oseias de Tamoios (PV) apontou o caráter cultural da violência contra a mulher e defendeu a criação de novas políticas públicas voltadas à proteção e acolhimento das vítimas. “ Hoje nós temos a nossa secretária Bárbara Caetano e o que nós podemos fazer como legisladores é apoiar [a criação de] políticas de proteção a essas mulheres.  Temos que tirar essas mulheres de dentro de casa, onde continuam em risco. Precisamos criar alternativas, como aluguel ou hospedagem social”, disse o vereador, defendendo a integração entre a Câmara e a Secretaria da Mulher de Cabo Frio.

O debate terminou com o Presidente Vaguinho cobrando punições mais severas aos criminosos.

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