A ex-vereadora de Búzios, Gladys Nunes, deixou a prisão nesta terça-feira (07) após decisão da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, que concedeu habeas corpus à ex-parlamentar. A medida substitui a prisão por uma série de restrições judiciais enquanto o processo segue em andamento.
Entre as determinações impostas pela Justiça estão o uso de tornozeleira eletrônica, o comparecimento mensal em juízo, proibição de contato com testemunhas e outros investigados, além da restrição para deixar a cidade sem autorização judicial. Gladys também está impedida de exercer qualquer função pública relacionada aos fatos investigados.
A decisão marca um novo desdobramento de um caso que ganhou repercussão na Região dos Lagos após a prisão da ex-vereadora em fevereiro, sob suspeita de envolvimento em um esquema de “rachadinha” na Câmara Municipal. Segundo as investigações, o suposto esquema teria desviado mais de R$ 200 mil de salários de assessores entre 2017 e 2020, por meio de repasses irregulares após o pagamento dos vencimentos. O caso reúne depoimentos de ex-assessores, registros de depósitos e análises de movimentações financeiras.
À época da prisão, Gladys protagonizou momentos de tensão ao chegar à delegacia, quando fez gestos de “banana” e disparou críticas ao prefeito da cidade, Alexandre Martins, o que ampliou a repercussão do caso no cenário político local. Familiares da ex-vereadora também chegaram a levantar a hipótese de perseguição política, argumento que circulou nas redes sociais após a operação.
Com a concessão do habeas corpus, Gladys responderá ao processo em liberdade, sob monitoramento judicial. O caso segue em tramitação.

