Diretores do Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe Lagos) realizaram nesta segunda-feira (16), às 14h, uma coletiva de imprensa em Cabo Frio. Três representantes estiveram presentes e fizeram críticas ao governo municipal. Eles também falaram sobre greves e processos judiciais.
Segundo o diretor do sindicato, Augusto Rosa, o principal problema da educação de Cabo Frio é a falta de repasse dos recursos para a pasta. Desde agosto de 2018, uma negociação está em aberto com o governo para discutir sobre o orçamento e não houve retorno de dados.
O acordo assinado pelo prefeito Adriano Moreno (DEM) determinava que seriam destinados até 28% dos recursos municipais para a pasta, mas não foi feito repasse mensal do valor acordado. De acordo com Augusto Rosa, um processo já foi aberto pelos próprios membros do governo para investigar se existe desvio.
“É impossível administrar esses recursos de Cabo Frio com repasses sendo feitos de forma irregular e sem o valor determinado pelo TAC. O governo municipal, a Fazenda e o Executivo tem que repassar esse recurso para que a Secretaria de Educação administre. Depois de todas as audiências com o governo indagamos sobre a questão do repasse, porque eles não tem entendimento que haja falta de recursos para pagamento de salários, infraestruturas nas escolas e merendas escolares”, explica o diretor.
As greves municipais decorrentes do atraso salarial também foram discutidas durante a coletiva de imprensa. Segundo uma das coordenadoras do Sepe Lagos, Renata Tavares, ainda restam cerca de 3.587 funcionários para receber o pagamento.
“A Secretaria de Educação está sendo completamente intransigente. Nós já tivemos uma judicialização da greve, discutindo não só a legalidade, mas também a reposição da greve. Tivemos, em função da audiência no Tribunal de Justiça, 30 dias para negociar com a Secretaria de Educação, e em nenhuma das três audiências a Secretaria modificou uma vírgula das propostas.”, disse Augusto Rosa.
De acordo com o diretor do Sepe Lagos, a Prefeitura de Cabo Frio não demonstrou interesse em realizar uma nova audiência para negociação de dívidas e ajustes salariais.
A Prefeitura de Cabo Frio ainda não se pronunciou sobre as acusações.

