A decisão de Fábio do Pastel (PL) de cancelar temporariamente os grandes eventos de 2025 em São Pedro da Aldeia continua rendendo críticas no legislativo aldeense. Segundo o vereador Zezinho Martins (Republicanos), a decisão, que foi compartilhada com a população na última quarta-feira (26), é imprudente e não foi bem explicada.
“Não há nada que explique essa deficiência financeira que o executivo alega estar vivendo. Se estivéssemos passando por uma crise no município, seria compreensível”, afirmou o vereador durante a sessão ordinária da Câmara de São Pedro da Aldeia nesta terça-feira (1), onde a decisão foi alvo de debates intensos.
De acordo com a administração municipal, a medida anunciada no fim de março faz parte de uma estratégia para priorizar investimentos em áreas essenciais como saúde, educação, infraestrutura e meio ambiente. No entanto, de acordo com Zezinho, a verba utilizada em construções e outros investimentos nas áreas citadas já está definida pelo Orçamento Municipal de 2025, aprovado pela Câmara em dezembro de 2025.
“O prefeito infelizmente só sabe falar que os royalties foram embora, mas não foram. Agora, [em março, o município] fechou o mês com R$ 3,7 milhões de royalties. Na gestão retrasada, era R$800 mil. Além disso, o orçamento desse ano foi estudado e aprovado nesta casa. E nada deixou de ser cumprido naquele orçamento.”, explicou.
Diante da motivação declarada pela prefeitura, Zezinho diz querer entender como exatamente a verba será utilizada e ainda questiona onde foram parar os resultados dos chamamentos públicos de apoio da iniciativa privada aos grandes eventos.
Ainda segundo o vereador, a decisão já causa impacto sobre a população.
“Esses eventos sempre aconteceram. Eu acho que é uma falta de respeito com as pessoas que estão se organizando, desde o ano passado, para participarem desses eventos. Pessoas humildes que estão esperando para ter o seu dinheiro. Antigamente, o evento do Fest Verão não passava de R$ 240 mil, mas colocavam os funcionários para trabalhar, não se contratava tudo na iniciativa privada com [orçamentos] absurdos. Nós falamos muito do Fest Verão, mas eu já tenho gente, em grupos, falando do dia 7 de setembro, do Dia do Padroeiro da cidade.”, contou o vereador, que acredita que o grande problema da situação seja o planejamento da gestão municipal e a falta de transparência.
“O problema aqui é a falta de transparência. Se a decisão tivesse sido bem comunicada, não estaria tendo essa discussão e a população não estaria afoita do jeito que está. A gente tem que pensar tudo, porque não foi reunido e passado para a gente o que de fato aconteceu para cancelar os grandes eventos.”, finalizou o vereador.


