Os profissionais da educação de São Pedro da Aldeia, que estão de greve desde segunda-feira (20), ocuparam a sede da Prefeitura no início da noite desta quarta (22), onde pretendem ficar acampados até esta quinta (23). A categoria cobra um posicionamento do poder público quanto a série de reivindicações que levaram o início do movimento. O protesto segue com portões da prefeitura fechados e sem iluminação externa no prédio.
“Solicitamos uma conversa com o prefeito, já que ele nunca nos atende. Fomos informados que ele não estaria mais na prefeitura, mesmo sendo horário de expediente, e que voltaria amanhã. Decidimos então ocupar a prefeitura até amanhã, de forma pacífica, para que possamos conversar com o prefeito”, explicou um dos representantes do Sepe Costa do Sol, Renato Reis.
Segundo o sindicato, a adesão a greve chega a quase 100% nos profissionais de apoio, que são os porteiros, merendeiras e trabalhadores de serviço geral. O sindicato também garante que a adesão de professores tem um número é considerável. “Não conseguimos estabelecer um acordo. A prefeitura segue nos tratando de maneira ditatorial, por isso, retomamos a greve”, disse outra representante do sindicato.
Ainda de acordo com o Sepe Costa do Sol, a paralisação é ocasionada pelo não cumprimento da decisão judicial do dissídio de greve de 2016 PCCR, pela cobrança do pagamento do 13º de 2015, pela falta de professores em muitas turmas e escolas, além da falta de manutenção das unidades, protelação da convocação dos concursados e do não cumprimento de decisões judiciais sobre os direitos dos servidores.
Em nota divulga na semana passada, a Prefeitura se disse surpresa com a greve e afirma que não houve falta de diálogo com a categoria. “A decisão surpreende, já que a SEMED esteve negociando ativamente com representantes do sindicato. Foram feitas diversas reuniões. É nosso dever ouvir as reivindicações com abertura, mas nem tudo pode ser concedido. Mesmo quando conceder é possível, o prazo para atendimento não é imediato. A SEMED jamais negou-se a discutir nenhum ponto, mas, mesmo assim, promovem uma greve, inflamam as redes sociais com informação parcial, em um movimento que terá grande impacto, negativo e desagregador, sobre nossos alunos, alunas e famílias”, diz parte da nota.
O Portal Fonte Certa tenta contato com a Prefeitura para um novo posicionamento sobre o caso. A cobertura da manifestação da noite desta quarta pode ser conferida na página do Fonte Certa no Facebook.


