Dia do consumo consciente: ações para preservar recursos naturais na Região dos Lagos

Especialistas alertam para o impacto do turismo no desperdício de água e energia; empresas locais intensificam campanhas para evitar a escassez (Foto: Divulgação)

A Região dos Lagos é conhecida por suas belas praias e por atrair milhares de turistas todos os anos. Com isso, o consumo excessivo de recursos naturais, como água e energia, tem se tornado uma preocupação constante. Com o aumento significativo da população flutuante em períodos de alta temporada, o abastecimento de água é uma pauta de constante preocupação.

 Diante disso, a Prolagos, concessionária de água que atua na região, tem investido em campanhas de conscientização do consumo consciente, incentivando turistas e moradores a adotarem práticas para evitar o desperdício. A empresa tem reforçado a importância de atitudes simples para economizar água, como corrigir vazamentos, utilizar torneiras inteligentes e reduzir o tempo no banho. Essas medidas, se adotadas por todos, podem ajudar a garantir um abastecimento mais eficiente, especialmente durante a alta temporada, quando o consumo aumenta consideravelmente.

Além da água, o consumo de energia elétrica também é foco de preocupação, sobretudo com a possível volta do horário de verão, que busca reduzir a demanda energética e poupar os reservatórios das hidrelétricas. A concessionária Enel, responsável pela distribuição de energia na região, também realiza campanhas de conscientização, promovendo o uso eficiente da eletricidade. Ações simples, como desligar aparelhos eletrônicos da tomada quando não estão em uso, podem fazer uma grande diferença na economia de energia.

Criado em 2009, o Dia do Consumo Consciente, celebrado em 15 de outubro, busca despertar a atenção da população para os impactos sociais, econômicos e ambientais causados pelo consumo excessivo. O Brasil está entre os países que mais desperdiçam água, com perdas que superam sete vezes o volume do Sistema Cantareira, o maior conjunto de reservatórios do Estado de São Paulo, segundo estudo do Instituto Trata Brasil de 2020. A má gestão dos recursos hídricos e o uso desenfreado, tanto doméstico quanto turístico, estão entre as principais causas desse cenário preocupante.

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