Sepe Lagos denuncia desmonte da Educação em Cabo Frio

Trabalhadores apontam precarização dos serviços públicos sob a gestão de Magdala Furtado e prometem mobilização; assembleia acontece na semana que vem

Trabalhadores apontam precarização dos serviços públicos sob a gestão de Magdala Furtado e prometem mobilização; assembleia acontece na semana que vem (Foto: Divulgação)

Profissionais da educação da rede municipal de Cabo Frio, convocados pelo Sindicato dos Profissionais da Educação – Sepe Lagos, denunciam a grave precarização dos serviços públicos promovida pela gestão da prefeita Magdala Furtado. O principal alvo das críticas foi a terceirização de serviços essenciais, como limpeza e alimentação escolar, além de atrasos salariais e condições de trabalho degradantes.

Os servidores destacaram que a Educação segue o mesmo caminho da crise na Saúde municipal, marcada por pejotização, demissões e desvalorização dos trabalhadores. “Esse modelo prioriza o lucro de empresas privadas e destrói a qualidade dos serviços que deveriam atender à população”, afirmou a direção Colegiada do Sepe Lagos.

A terceirização da limpeza nas escolas municipais já é uma realidade nas escolas da rede. Anunciada sem consulta à Câmara Municipal, foi um dos pontos mais debatidos. Segundo o sindicato, a medida coloca auxiliares de serviços gerais (ASGs) em situação de vulnerabilidade, com possibilidade de transferência para outros setores da Prefeitura. Já a alimentação escolar, terceirizada desde o início do ano, tem sido alvo de críticas por supostos superfaturamentos e irregularidades contratuais, que prejudicam as cozinheiras e as comunidades escolares.

Mesmo após decisões judiciais favoráveis ao Sepe Lagos, a Prefeitura mantém os contratos de terceirização, beneficiando uma empresa capixaba responsável pela operação das cozinhas escolares. “Estamos assistindo ao desmonte de direitos históricos em troca de interesses privados. Essa prática é inaceitável e afeta diretamente a qualidade do ensino”, destacou um profissional.

Além das terceirizações, os educadores criticaram a ausência de reajuste salarial, mantida desde o início da gestão de Magdala Furtado. Enquanto a arrecadação do município cresce, a categoria enfrenta salários defasados e dificuldades para negociar a implementação de um Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) unificado, que poderia trazer valorização aos profissionais.

Nas escolas, problemas estruturais são agravados pela falta de recursos, atrasos nos repasses do Fundeb e pressão para entrega antecipada de relatórios e notas. “Estamos falando de unidades sem condições mínimas de funcionamento, com problemas na merenda e até na limpeza. Isso não é uma política pública, é o abandono da Educação”, pontuou um professor.

A próxima reunião da categoria está marcada para 9 de dezembro, quando serão avaliados os desdobramentos das ações e planejadas novas mobilizações.

O Portal Fontecerta.com aguarda um posicionamento da Prefeitura de Cabo Frio.

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