A operação de retirada de entulho das ruínas do antigo Hotel Acapulco, na Praia das Dunas, em Cabo Frio, já contabiliza cerca de 500 caminhões carregados com resíduos. Os trabalhos começaram em 13 de junho e segue sem prazo para conclusão, diante do grande volume de material e da complexidade da logística.
O serviço é a segunda etapa de uma ação maior, que teve início em fevereiro de 2025, quando retroescavadeiras começaram a derrubar a estrutura do hotel, atendendo a uma decisão da Justiça Federal provocada pelo Ministério Público Federal (MPF). A determinação levou em conta os riscos ambientais e sociais, já que o prédio abandonado havia se tornado ponto de prostituição, uso de drogas e abrigo irregular de pessoas em situação de rua.
Construído sobre dunas e área de restinga, o Acapulco foi oficialmente desativado em 2013, depois que uma ação judicial proibiu seu funcionamento por estar em área de preservação permanente. Antes disso, o empreendimento chegou a ser um dos mais tradicionais da cidade, com 60 apartamentos, quatro suítes, piscinas, quadras esportivas, restaurante e auditório, em mais de 10 mil metros quadrados de área.
Nos últimos anos, porém, o local se transformou em um problema de saúde pública e segurança, acumulando denúncias de abandono, incêndios e até registros policiais. Em 2016, parte da estrutura chegou a ser consumida por um incêndio, acelerando a degradação.


