Na sessão desta quinta-feira (21), a Câmara de Vereadores de Cabo Frio foi palco de duras críticas à administração da prefeita Magdala Furtado. Diante do atual cenário, o presidente da Casa e futuro vice-prefeito, Miguel Alencar (União), não poupou palavras para descrever o que classificou como “caos administrativo”.
Estiveram presentes na sessão os vereadores Luiz Geraldo (REP), Josias da Swell (PL), Davi Souza (PP), Leo Mendes (MDB) e Rui França (PRTB), além de servidores municipais, cidadãos preocupados e membros da imprensa.
Em seu discurso, Miguel Alencar disse que a situação da cidade é insustentável, citando atrasos nos salários de servidores contratados em outubro, desorganização administrativa e um ponto facultativo de dois dias que, segundo ele, ‘nunca se viu antes na história da cidade’. “É um reflexo do compromisso desse governo com Cabo Frio: salários atrasados, inchaço na folha e contratações ilegais de autônomos. A cidade está paralisada pela incompetência da gestão. A prefeita tem que tomar vergonha na cara e trabalhar,” afirmou o presidente da Câmara.

Alencar também destacou irregularidades em terceirizações na merenda escolar e na limpeza das escolas, além da falta de insumos nos hospitais e interrupção de serviços essenciais, como transporte em ambulâncias e abastecimento de combustíveis para veículos públicos. Esses pontos, contudo, já foi pautas em sessões anteriores, mas que a prefeitura não respondeu as solicitações dos vereadores.
Diante das críticas, o vereador Leo Mendes (MDB), da base aliada e candidato a vice-prefeito na chapa à reeleição de Magdala nas últimas eleições, buscou amenizar os ânimos. Ele informou que esteve pessoalmente com a prefeita na manhã de hoje e recebeu a garantia de que os pagamentos atrasados serão quitados até sexta-feira (22). “Conversei olho no olho com a prefeita, e ela reafirmou o compromisso de realizar os pagamentos até amanhã. Inclusive, há uma tentativa de que os depósitos sejam feitos ainda hoje,” declarou Mendes.
Ele também ressaltou o papel da Câmara como mediadora e pediu paciência aos servidores. “O que nos resta agora é aguardar. A luta não termina aqui, porque ainda temos novembro, dezembro e o 13º salário pela frente. Esta Casa seguirá cobrando e mediando até o fim dessa gestão,” concluiu.

A Câmara sinalizou que, caso a situação persista, medidas mais firmes serão tomadas. Os vereadores, portanto, anunciaram que vão encaminhar um ofício ao Ministério Público Estadual ainda hoje solicitando uma intervenção para garantir os direitos da população e o funcionamento mínimo da máquina pública.


