Justiça determina demolição de construção irregular em área ambiental de Búzios

MPF aponta omissão do município na fiscalização das obras na Praia das Caravelas

MPF aponta omissão do município na fiscalização das obras na Praia das Caravelas

A Justiça Federal acatou o pedido do Ministério Público Federal, determinando a demolição de uma área de lazer irregular erguidas no costão rochoso da Praia das Caravelas, em Búzios. De acordo com a justiça, o proprietário do imóvel tem 90 dias para remover as estruturas e retirar os entulhos. Caso não cumpra a decisão, o município deverá intervir em até 15 dias.

A ação civil pública do MPF apontou que as edificações — que incluem piscina, deck e outras estruturas auxiliares — causaram danos ambientais graves, afetando uma área de preservação permanente e um terreno de marinha. Além da demolição, os responsáveis deverão apresentar e executar um plano de recuperação da área degradada, além de pagar indenização mínima de R$ 500 mil por réu, valor a ser definido pela Justiça.

O procurador da República Leandro Mitidieri argumentou que as construções não possuíam autorização da Superintendência do Patrimônio da União. Órgãos ambientais estaduais e a própria prefeitura confirmaram que não havia licença para a obra e que o costão rochoso foi descaracterizado com perfurações na rocha e captação irregular de água do mar para abastecimento da piscina.

O MPF também destacou a omissão da prefeitura de Búzios, que sabia das irregularidades desde 2013, mas não tomou providências. Em 2021, o município chegou a emitir uma certidão ambiental indevida, permitindo a permanência da estrutura. O proprietário alegou que a piscina já existia antes de sua posse, mas documentos e imagens comprovaram reformas recentes.

O Portal Fonte Certa entrou em contato com a prefeitura de Búzios, mas até o momento não obteve resposta.

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