Justiça do Rio decide por unanimidade que “Faraó dos Bitcoins” vá a júri popular

Côrte entendeu que Glaidson Acácio e demais réus estão envolvidos na morte de Wesley Pessano em 2021

Côrte entendeu que Glaidson Acácio e demais réus estão envolvidos na morte de Wesley Pessano em 2021

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu nesta quinta-feira (31), por unanimidade, que o empresário Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como o “Faraó dos Bitcoins”, será levado a júri popular. A decisão foi tomada pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado, que confirmou o envolvimento dele e dos demais réus na morte de Wesley Pessano, morto em 2021 em São Pedro da Aldeia e na tentativa de homicídio contra Adeilson José da Costa Júnior. Com a decisão, Glaidson e os demais réus enfrentarão o tribunal do júri, ainda sem data definida.

Responsável por representar a família de Wesley, o advogado Luciano Regis afirmou que a decisão representa um importante avanço na luta por justiça. “Sustentamos com firmeza a importância de que esse caso seja julgado pelo povo, como determina a Constituição. É um direito das vítimas e da sociedade”, disse o advogado. Segundo ele, todas as qualificadoras previstas na denúncia foram mantidas.

Glaidson é apontado como o mandante do crime, cometido em meio à disputa de influência no mercado de criptomoedas. Ele está preso desde agosto de 2021, quando foi alvo da Operação Kryptos, da Polícia Federal, que investigou um esquema bilionário de pirâmide financeira envolvendo promessas de lucro com investimentos em bitcoin. A empresa dele, a G.A.S. Consultoria, com sede em Cabo Frio, chegou a movimentar cifras superiores a R$ 38 bilhões, de acordo com o Ministério Público Federal.

Além das acusações financeiras, Glaidson e comparsas passaram a responder pelos crimes de homicídio qualificado. A denúncia do Ministério Público aponta que Wesley Pessano foi executado e Adeilson José da Costa Júnior sobreviveu a um atentado que teria sido encomendado pelo grupo, com o objetivo de silenciar concorrentes ou ex-colaboradores.

Para o advogado Luciano Regis, o reconhecimento da pronúncia e o encaminhamento para o tribunal do júri é um marco. “A dor permanece, mas a esperança na Justiça se renova. É fundamental que a sociedade acompanhe esse caso e que os culpados sejam responsabilizados”, afirmou.

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