Igrejas históricas da Região dos Lagos podem entrar em mapa de turismo religioso

Proposta aprovada na Alerj aposta na valorização de igrejas e festividades religiosas como atrativos turísticos

O turismo religioso acaba de ganhar um novo marco no Estado do Rio de Janeiro por meio de uma lei publicada no Diário Oficial, que autoriza o governo estadual a instituir o programa “Rotas do Sagrado”, voltado à promoção e ao desenvolvimento de circuitos de turismo religioso. A iniciativa é de autoria da deputada Carla Machado (PT) e traz como proposta o resgate e a valorização de tradições, templos e manifestações de fé em diferentes municípios fluminenses.

A regulamentação define turismo religioso como o conjunto de atividades ligadas à busca espiritual e à prática da fé em espaços e eventos religiosos institucionalizados, independentemente do credo ou origem. A ideia é catalogar, estruturar e divulgar atrativos já existentes, além de consolidar rotas turísticas que contemplem a diversidade cultural e religiosa do estado.

Potencial na Região dos Lagos

Na Região dos Lagos, o projeto encontra terreno fértil. Igrejas centenárias, festas tradicionais e a própria história do Brasil se conectam com a prática religiosa. Em Arraial do Cabo, por exemplo, está a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, construída no século XVI, onde ocorreu a primeira missa em espaço fechado do país, segundo registros históricos. O local já é destino de romeiros e visitantes que unem fé e turismo cultural.

Em Cabo Frio, a Igreja de Nossa Senhora da Assunção, na Praça Porto Rocha, é um dos templos mais antigos do estado e ainda hoje mantém viva a Festa da Padroeira, que mobiliza milhares de fiéis e turistas. Outro destaque é a Igreja de São Benedito, no bairro Passagem, cartão-postal de forte apelo histórico e religioso.

Na vizinha São Pedro da Aldeia, a Igreja Matriz de São Pedro, datada de 1617, é uma das mais antigas do Brasil, preservando relíquias da colonização e servindo de palco para celebrações que movimentam a cidade. Já em Iguaba Grande, a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição também se destaca como patrimônio cultural e religioso.

Igreja de Nossa Senhora da Assunção
Igreja Matriz de São Pedro

Resgate cultural e econômico

De acordo com a lei, os circuitos religiosos deverão respeitar princípios como o pluralismo religioso, a preservação cultural e ambiental e a equidade regional. A expectativa é que a iniciativa estimule não apenas o turismo, mas também o fortalecimento da identidade local, atraindo visitantes interessados na fé, na história e na cultura fluminense. “A proposta é abrir novas possibilidades de integração entre municípios, reforçando tradições e criando oportunidades de geração de renda. O turismo religioso é capaz de movimentar a economia e, ao mesmo tempo, preservar memórias e patrimônios”, destaca Carla Machado.

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