Governo muda gestão do seguro-defeso e aperta regras para pescadores

Benefício, pago durante o período de proibição da pesca, agora será administrado pelo Ministério do Trabalho

O governo federal mudou as regras do Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal, o conhecido seguro-defeso, que garante renda aos pescadores durante o período em que a pesca é proibida para proteger a reprodução dos peixes. O benefício deixa de ser administrado pelo INSS e passa para o Ministério do Trabalho e Emprego.

Na Região dos Lagos, onde muitas famílias vivem da pesca, especialmente nas cidades em torno da Laguna de Araruama, a mudança afeta diretamente quem depende desse dinheiro para atravessar o período de defeso. O valor continua o mesmo: um salário-mínimo por mês (R$ 1.518).

Agora, o pescador não precisa mais ir ao INSS. O pedido do seguro deverá ser feito pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou pelo site Emprega Brasil. Nesses mesmos canais, será possível acompanhar o andamento do processo e consultar os pagamentos.

Segundo o governo, o objetivo é agilizar o atendimento e evitar filas, além de dar mais segurança às informações dos beneficiários.

As regras ficaram mais rigorosas para evitar fraudes. Para ter direito ao seguro-defeso, o pescador precisa:

Morar em cidade próxima da área do defeso, como Araruama, São Pedro da Aldeia, Iguaba Grande ou Cabo Frio;

Comprovar a venda de pescado em pelo menos seis dos últimos 12 meses;

Estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) e ter registro biométrico atualizado.

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